sábado, 5 de fevereiro de 2011

PREGOS DE COBRE


A cada domingo o pastor vinha pregando sobre a importância de uma consciência limpa exortando seus ouvintes sobre a importância da confissão de pecados, e, quando possível, compensar o mal que causamos a outros. Ao final do culto, um jovem, membro da igreja, veio até ele com um semblante atribulado.

"Pastor", explicou ele, "o senhor me colocou em uma situação difícil. Fui injusto com alguém e tenho vergonha de confessar ou mesmo procurar tal pessoa para acertar a situação. Sabe, sou um construtor de barcos e o homem para quem trabalho é ateu. Sempre falo a ele da necessidade que ele tem de Cristo e insisti para viesse ouvi-lo pregar, mas ele zomba de mim e me ridiculariza. Porém, sou culpado de algo que, se reconhecer diante dele, arruinará meu testemunho para sempre".

Ele contou, então, que há algum tempo ele começara a construir para si um barco em seu quintal. Esse tipo de construção requer pregos de cobre, por não oxidarem em contato com a água. Esse tipo de prego é muito caro e ele vinha trazendo para casa grande número deles para usar em seu barco. Ele sabia que estava roubando, mas tentou poupar sua consciência dizendo a si mesmo que seu patrão tinha tantos que não daria falta e que, além disso, ele não recebia um salário justo. Porém, aquela mensagem o levou a encarar o fato de que era um ladrão como qualquer outro e que não há desculpa para tais ações.

"Mas", continuou ele, "eu não posso chegar para o meu patrão e contar o que fiz, nem mesmo oferecer reembolsá-lo pelos pregos que usei e devolver os que sobraram. Se fizer isso ele pensará que sou exatamente um hipócrita. Mesmo assim, esses pregos de cobre estão penetrando minha consciência. Sei que não terei paz enquanto não acertar esta situação", prosseguiu ele.

A luta continuou por várias semanas. Então, em uma certa noite, ele exclamou: "Pastor, acertei a questão dos pregos de cobre e minha consciência finalmente está tranqüila".

"O que aconteceu quando você confessou ao seu chefe o que acontecera?", perguntou o pastor.

"Ah, ele me olhou de um jeito esquisito, e exclamou: 'George realmente sempre achei que você era um hipócrita, mas agora começo a perceber que, afinal de contas, deve haver algo nesse cristianismo. Levou um empregado desonesto a arrepender-se e a confessar que vinha roubando pregos de cobre e ainda se ofereça a restituí-los, merece ser seguida'".

Após pedir permissão, o pastor sentiu direção para compartilhar essa história diversas vezes, e invariavelmente pessoas o procuravam para explicar como "pregos de cobre" de diversos tipos as estavam perfurando.

Uma senhora confessou: "Também tenho 'pregos de cobre' em minha consciência".

"Como assim? Com certeza a senhora não construtora de barcos".

"Não, sou admiradora e amo livros, e tenho ficado com vários livros que pertencem a um amigo cujo salário é muito maior do que o meu. Na noite passada, decidi livrar-me dos 'pregos de cobre', devolvi os livros e confesse o meu pecado".


Devemos ter clareza. Reforma e restituição não são motivo de mérito algum no que refere à salvação. Mas é claro em todas as Escrituras que falta paz nos corações que evitam acertar as coisas com os outros. Em muitos de seus salmos, Davi menciona como uma consciência atormentada o perturbou ao longo das horas da noite.

Medite neles:

"Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto.

Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano.

Enquanto eu me calei, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia.

Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio.

Confessei-te o meu pecado e a minha maldade não encobri; dizia eu: Confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado.

Pelo que todo aquele que é santo orará a ti, a tempo de te poder achar; até no transbordar de muitas águas, estas a ele não chegarão." Salmos 32:1-6

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

CRÔNICAS

Um senhor de 70 anos viajava de trem tendo ao seu lado um jovem universitário, que lia o seu livro de ciências. O senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta. Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia, e estava aberta no livro de Marcos. Sem muita cerimônia o jovem interrompeu a leitura do velho e perguntou:

- O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e crendices?

- Sim. Mas não é um livro de crendices é a Palavra de Deus. Estou errado?

- Claro que está! Creio que o senhor deveria estudar a história geral. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião. Somente pessoas sem cultura ainda crêem que Deus criou o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os cientistas dizem sobre isso.

- É mesmo? E o que dizem os cientistas sobre a Bíblia?

- Bem, respondeu o universitário, vou descer na próxima estação, mas deixe o seu cartão que eu lhe enviarei o material pelo correio.

O velho então, cuidadosamente, abriu o bolso interno do paletó, e deu o cartão ao universitário. Quando o jovem leu o que estava escrito saiu cabisbaixo se sentindo pior que uma ameba. O cartão dizia:

"Louis Pasteur, Diretor do Instituto de Pesquisas Científicas da École Normale de Paris".

Livro indicado




O delírio de Dawkins
AUTOR: Alister McGrath - Joanna McGrath
EDITORA: Mundo Cristão
ISBN:

Considerado o ícone do ateísmo contemporâneo, Richard Dawkins, autor de Deus,um delírio, tem suas idéias postas à prova pela análise minuciosa e perspicaz de Alister McGrath e sua esposa Joanna McGrath , em O delírio de Dawkins.

Alister, outrora ateu, doutorou-se em biofísica molecular antes de tornar-se teólogo. Admirador da obra de Dawkins, Alister revela sua perplexidade pela guinada irracional de seu colega de Oxford, não tanto pelo ateísmo em si, mas pela absoluta inconsistência de seus argumentos, aliados à intolerância desmedida.

Ao discutir os pressupostos de Dawkins, os autores trazem à tona questões fundamentais dos tempos pós-modernos ― fé, coexistência de religião e ciência, liberdade de crença, o sentido da vida e a busca de significado ― que, a julgar pela repercussão de Deus, um delírio, merecem contundente posicionamento cristão.


"Alister McGrath (Universidade de Oxford) analisa as conclusões do livro Deus, um delírio e desmantela o argumento de que a ciência deve levar ao ateísmo. McGrath demonstra como Richard Dawkins abandonou sua usual racionalidade para abraçar o amargo e dogmático manifesto do ateísmo fundamentalista."
— Francis Collins, Diretor do Projeto Genoma

"Os autores de O delírio de Dawkins atacam o flanco do fundamentalismo ateísta de Dawkins e conseguem afastá-lo do campo de batalha."
— Publishers Weekly

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PREFÁCIO À EDIÇÃO BRASILEIRA

Nas primeiras páginas de Deus, um delírio, Richard Dawkins declara seu objetivo proselitista. Ele pretende persuadir os leitores religiosos a abandonarem a idéia da existência de Deus em favor de uma cosmovisão mais sensata. Aparentemente pretende também consolidar e fortalecer a confiança daqueles que já duvidam do sobrenatural, alistando-os para militarem numa campanha mundial contra a religião.

Nesta intencionalidade ideológica reside o que há de novo no discurso ateísta de Dawkins e de outros escritores que – face ao ambiente mundial em que as religiões ganham cada vez mais adeptos – agora partem para a ofensiva. Não é suficiente argumentar que a ciência não descobriu nenhum indício sobre a existência de qualquer realidade que não seja a natural. Agora é necessário afirmar que a ciência é a única ferramenta adequada para observar a realidade e que qualquer sistema metafísico ou religioso é terminantemente pernicioso e deve ser abolido da sociedade.

Vale a pena combater este ponto de vista? O jovem escritor cristão Donald Miller diz que “[m]eu mais recente esforço de fé não é do tipo intelectual. Eu realmente não faço mais isso. Mais cedo ou mais tarde você simplesmente descobre que há alguns caras que não acreditam em Deus e podem provar que ele não existe e alguns outros caras que acreditam em Deus e podem provar que ele existe – e a esse ponto a discussão já deixou há muito de ser sobre Deus e passou a ser sobre quem é mais inteligente; honestamente, não estou interessado nisso” (Como os pingüins me ajudaram a entender Deus, Thomas Nelson Brasil, 2007).

Na introdução ao presente volume, Alister e Joanna McGrath discordam da passividade deste posicionamento. A agressividade antireligiosa não apenas de Dawkins, mas também de Sam Harris, Daniel Dennett, Christopher Hitchens e demais profetas do ateísmo merece uma resposta a altura, sobretudo daqueles que estão convictos de que a ciência não é tudo nem suficiente.

Alister McGrath, autor de obra anterior questionando os postulados de Dawkins (Dawkins’ God, Blackwell, 2004), é professor de história da teologia na universidade de Oxford. Sua esposa Joanna Collicut McGrath é professora de psicologia da religião na universidade de Londres. Juntos, decidiram desafiar as conclusões de Dawkins, que consideram levianas, infundadas e irresponsáveis. Em O delírio de Dawkins, concentram-se nos principais argumentos expostos em Deus, um delírio, e procuram desconstruir cabalmente as estruturas lógicas e paradigmais que fundamentam as alegações de Richard Dawkins.

Embora a população de ateus no Brasil seja pequena e geralmente restrita às faixas demográficas mais intelectualizadas e bem abastecidas, uma das fatias populacionais que mais cresce no país é composta de pessoas que se declaram “sem-religião” (IBGE, Censo Demográfico 2000). Para elas, assim também para os religiosos, a existência ou não de Deus não é mera questão intelectual. A maneira como cada pessoa responde esta pergunta – e subseqüentemente reestrutura sua cosmovisão – afeta sua individualidade e nossas sociedades. Não há questão mais importante. Esperamos que o lançamento de O delírio de Dawkins sirva para alimentar e aprofundar o debate.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

REFLITAA!!!!






Esperar com alegria !


Todos nós, em algum tempo de nossa vida, já esperamos ou esperaremos por alguma coisa.

Esperar requer tempo, tempo este que nem sempre depende de nós e que muitas vezes não estamos dispostos a esperá-lo.

Esperar requer fé, o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem.(hebreus cap.11vs.1) Esperar requer, sobretudo, confiar em Deus que, muitas vezes, trabalha em silêncio.

Aqueles que entendem o propósito da espera são capazes de esperar com alegria a despeito do quão difícil isso seja, porque se fortalecem em Deus.

Outros aprendem da maneira mais difícil, porque tentam “apressar Deus”, acreditam que podem ajudar Deus a agir, e o resultado é sempre desastroso. Mas como esta escrito: Há para todas as coisas um tempo determinado (Eclesiastescap.3)

Há uma promessa maravilhosa nos Salmos 126 dizendo que quando o Senhor nos trouxe do cativeiro de volta a Sião ficamos como quem sonha, porque nossa língua se encheu de cantos de alegria e assim os povos diziam “grandes coisas fez o Senhor por nós e por isso estamos alegres”.

No Senhor sempre encontramos o melhor na espera, deixe tudo nas mãos de DEUS e descanse.
Esperar com alegria !

Todos nós, em algum tempo de nossa vida, já esperamos ou esperaremos por alguma coisa.

Esperar requer tempo, tempo este que nem sempre depende de nós e que muitas vezes não estamos dispostos a esperá-lo.

Esperar requer fé, o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem.(hebreus cap.11vs.1) Esperar requer, sobretudo, confiar em Deus que, muitas vezes, trabalha em silêncio.

Aqueles que entendem o propósito da espera são capazes de esperar com alegria a despeito do quão difícil isso seja, porque se fortalecem em Deus.

Outros aprendem da maneira mais difícil, porque tentam “apressar Deus”, acreditam que podem ajudar Deus a agir, e o resultado é sempre desastroso. Mas como esta escrito: Há para todas as coisas um tempo determinado (Eclesiastescap.3)

Há uma promessa maravilhosa nos Salmos 126 dizendo que quando o Senhor nos trouxe do cativeiro de volta a Sião ficamos como quem sonha, porque nossa língua se encheu de cantos de alegria e assim os povos diziam “grandes coisas fez o Senhor por nós e por isso estamos alegres”.

No Senhor sempre encontramos o melhor na espera, deixe tudo nas mãos de DEUS e descanse.